02

Nutrição

O médico grego Hipócrates (aproximadamente 460 a.C. – 377 a.C.), conhecido como o pai da Medicina, é o autor da célebre frase: “Que seu remédio seja seu alimento, e que seu alimento seja seu remédio”. Com o avanço e melhor entendimento da ciência, houve grande interesse em entender a relação entre alimento e saúde em um nível molecular.

               Embora já consolidadas como terapias no tratamento de distúrbios neurológicos, a farmacoterapia e a psicoterapia são capazes de modular menos da metade da sobrecarga neurometabólica causada por essas doenças, sugerindo que estratégias adicionais são necessárias para evitar e tratar distúrbios mentais.

               Sabemos que fatores dietéticos e mudanças no estilo de vida  ajudam a prevenir ou retardar o declínio da função cerebral  elacionado ao envelhecer, e que se inicia à meia-idade. Assim, a neurologia nutricional emerge fornecendo resultados clinicamente significativos no gerenciamento de intervenções nutricionais relevantes na prevenção e tratamento de distúrbios neuropsicosomáticos e neurodegenerativos.

               Alterações em padrões dietético, mediadas pelo eixo intestino-cerebral, são capazes de modular numerosas vias neurológicas, incluindo a síntese de vários neurotransmissores, hormonas e elementos químicos, a neurotransmissão, a função imunológica, o stress oxidativo, a neurogénese e a neuroplasticidade. Desse modo, fortes evidências sugerem que os hábitos alimentares são relevantes no prognóstico e tratamento de transtornos neurológicos comuns, tais como depressão, esquizofrenia e bipolaridade. Além disso, estudos recentes examinando a associações entre dieta e transtornos mentais têm mostrado padrões alimentares saudáveis ​​sendo inversamente associados ao risco para desenvolver diversos distúrbios neurológicos.

               Portanto, a intervenção Nutraceutica surge como alvo promissor na mediação neuropsicosomática para prevenção de distúrbios neurológicos, e para tanto, temos por objetivo fornecer uma visão geral do campo da Nutrição Neurológica, bem como da Nutrigenética, Nutrigenómica e discutir os mecanismos biológicos que são provavelmente modulados  pela dieta quanto ao uso de alimentos e nutrientes em intervenções neurológicas promissoras, orientando a nutrição para a estimulação da produção de neurotransmissores, hormonas e elementos químicos que proporcionem o bom funcionamento do sistema nervoso no geral e do cérebro em particular.

O termo “Nutrigenómica” refere-se ao estudo de como os nutrientes afetam a expressão de certos genes. Já “Nutrigenética” é o estudo de como o corpo responde a certos nutrientes com base em um determinado perfil genético.

Pesquisas genómicas na área de Nutrição podem ser resumidas em cinco princípios:

  1. Compostos químicos presentes nos alimentos podem agir no genoma humano direta e indiretamente, alterando a expressão dos genes e/ou sua estrutura.

  2. Em determinadas  circunstâncias, alguns alimentos podem oferecer um fator de risco a certas pessoas.

  3. Genes cuja expressão e controle estão ligados à dieta são genes suscetíveis. Variantes anormais deles  podem interferir na incidência e progressão de doenças crônicas.

  4.  O grau no qual a dieta pode influenciar no balanço entre saúde e doença depende do perfil genético de cada indivíduo.

  5. Intervenções na dieta com base no conhecimento da informação genética do indivíduo podem ser usadas para prevenir, mitigar ou até curar doenças crónicas.   

As variações genéticas encontradas entre indivíduos, em grande parte, são modificações pontuais na sequência de ADN. Essas modificações são responsáveis pelas variações de fenótipos entre diferentes grupos étnicos, e suas diferentes respostas frente a um determinado alimento.

.

Hoje já é possível fazer testes de nutrigenética, eles têm como premissa validar através do seu perfil genético quais melhores alimentos para si.

Follow us

  • White Facebook Icon
  • White Instagram Icon
  • White LinkedIn Icon
  • White YouTube Icon

© 2019 

Created by HPB / HPS